terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Fator Verde. Construção Civil com biodiversidade.Sim, é possível!


Na SEMAM estamos fechando uma proposta, denominada Fator Verde, inspirada no que é posto em prática em Estocolmo, Suécia. Claro, não apenas naquele desenvolvida e cada vez mais sustentável cidade européia. É a cidade que mais cresce e se desenvolve na Europa, com construções nos "quatro cantos " da sua área urbana, mas, mesmo assim, ganhou o prêmio de capital verde da União Européia em 2010, ano em que foi instituída essa premiação.
Vejam essa matéria sobre Beirute que poderá a ser a primeira cidade no mundo a ter uma lei obrigando a transformação dos tetos dos prédios em jardins. No Fator Verde (Estocolmo) é cada vez mais forte essa tendência, sem obrigação legal. Aqui estamos lançando também a idéia, mas também abrindo o debate para, quem sabe, elaborarmos uma lei implementando essa prática.


Além da ilustração (Beirute) divulgo também essa foto de duas torres (110m e 70m) que estão sendo construídas em Milão, na Itália (fonte:www.eco4planet.com)




 "Projeto de lei em Beirute transforma tetos em jardins
Arquitetura, EcoDesign

A cidade de Beirute, no Líbano, pode ser a primeira no mundo a ter a obrigadoriedade de plantar jardins nos tetos de seus prédios.

A capital, que é uma verdadeira selva de concreto, possui apenas 0,8 metro quadrado de espaço verde por pessoa, bem abaixo da recomendação da Organização Mundial de Saúde, de 12 metros quadrados por pessoa.

Um decreto municipal requisitando que cada construção tenha seu próprio jardim de telhado, algo com algumas árvores e plantas em um espaço físico, seria uma solução imediata e rápida para a questão ambiental da cidade.

Os tetos podem abrigar também plantas que crescem bem na região, como oliveiras, plantas de pimenta e outras que seriam úteis para a população. Os jardins poderiam servir de complemento às compras de alimentos dos moradores, e também ajudariam a limpar o ar da cidade e diminuir a temperatura da sua ilha de calor.

Arquitetos da região defendem que até os muros da cidade podem ser utilizados para crescimento de áreas verdes. As “paredes vivas” já são mais comuns em Londres, e podem ajudar 

domingo, 25 de dezembro de 2011

SUSTENTABILIDADE: A TINTA QUE PRODUZ ENERGIA.

Tinta solar transforma luz do sol em energia elétrica
Ciência, Eco-tecnologia, Geração de Energia

A tecnologia para se produzir uma tinta com capacidade de célula solar, ou seja, uma tinta que, colocada sobre materiais específicos, seja capaz de gerar eletricidade, já existe. Por mais ficção científica que isso possa parecer, aplicar um conjunto de quatro tintas distintas (e com propriedades específicas) sobre uma placa de metal é uma alternativa para aquelas grandes e pesadas placas solares que usamos hoje.

Essa tecnologia, porém, possui alguns problemas. A durabilidade de uma placa de metal dessas pode ser questionada – ainda que uma das camadas de tinta seja uma “protetora”. Por enquanto, não existe um método para se reaplicar a tinta após a manufatura dessas placas. O maior problema, entretanto, é o alto custo de uma tecnologia como essa.

Para a questão financeira, alguns pesquisadores da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, dizem ter uma solução. Segundo os cientistas, eles conseguiram “um grande avanço” para a produção de tinta barata. Usando nano-partículas produtoras de energia e misturando-as com um composto que se espalharia mais fácil, eles criaram uma tinta solar que pode ser aplicada a qualquer superfície condutora sem nenhum equipamento especial.

A taxa de conversão ainda é mais baixa do que a que se consegue com as células solares comerciais, mas essa tinta pode ser feita com um custo baixo e em largas quantidades. Os pesquisadores, agora, buscam uma maneira de aumentar a eficiência da conversão luz-eletricidade, mas se mostram bastante otimistas.

Fonte: www.eco4planet.com


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Companhias aéreas terão de pagar pelas emissões dos aviões na Europa

Economia, Transporte
Todas as companhias aéreas, europeias ou estrangeiras, cujos voos têm partida ou chegada nos países do continente europeu terão de pagar pela poluição atmosférica que produzem na Europa a partir de 1º de janeiro de 2012, segundo decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia (UE), com sede em Luxemburgo, que confirmou a validade da medida que inclui o setor aéreo no sistema de intercâmbio de cotas de emissão.
O objetivo da UE é aliviar o impacto da aviação no aquecimento global, uma vez que as emissões do setor representam 3% dos gases de efeito estufa gerados pelo bloco formado por 27 países, e são as que mais crescem no continente, segundo argumentou à AFP a comissária para as mudanças climáticas da UE, Connie Hedegaard.
No entanto, a decisão promete causar muita polêmica, isso porque a medida contraria uma demanda dos Estados Unidos, país que discorda da obrigatoriedade de as companhias aéreas pagarem por cada tonelada de dióxido de carbono (CO2) emitida, uma exigência do Programa de Comércio de Emissões (Emissions Trading System, ETS).
As principais companhias do setor nos Estados Unidos (American, Continental e United Airlines) denunciaram a legislação europeia na justiça britânica, que, por sua vez, consultou o Tribunal de Justiça da UE. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, pediu à UE em uma carta enviada em 16 de dezembro, que o bloco europeu renunciasse ao plano, pois, caso contrário, os Estados Unidos adotariam “medidas apropriadas”. Igualmente insatisfeita, a China ameaçou com represálias contra a indústria aeronáutica europeia.
As companhias aéreas norte-americanas argumentam que impor o ETS às empresas fora da UE viola a lei internacional. Os Estados Unidos pedem, portanto, que se contabilize apenas a emissão de CO2 sobre o espaço aéreo comunitário, e não levando-se em conta todo o trajeto.
A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) concorda com esta opinião. O diretor geral da entidade, Tony Tyler, considerou que a medida extrapola as competências territoriais da UE ao afetar empresas não europeias.
Mas o tribunal europeu sustentou na quarta-feira, 21 de dezembro, que o plano não é discriminatório, pois será aplicado tanto às companhias do continente como às estrangeiras. O projeto foi aprovado em 2008 com o objetivo de reduzir em 20%, no mínimo, as emissões de gases que provocam o efeito estufa até 2020.
As empresas que voam entre continentes argumentam que a medida aumentará os custos para a indústria da aviação global que já enfrenta uma severa crise. Para 2012, a Iata, que representa 240 companhias aéreas e 84% do tráfego aéreo mundial, reduziu as estimativas de lucros a US$ 3,5 bilhões, contra US$ 4,9 bilhões previstos anteriormente, e avaliou as perdas em US$ 8,3 bilhões se a Europa não conseguir superar a crise da dívida.
A nova medida poderá elevar os preços das passagens entre 1,8 e 9 euros em voos de ida e volta dentro da UE e em quase 12 euros em viagens entre continentes, caso as empresas repassem aos clientes os custos das novas restrições. Em um primeiro momento, as companhias aéreas estarão isentas de pagar por 85% das emissões. A Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci) apoiou as reclamações das empresas norte-americanas.
Fonte: www.eco4planet.com

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O QUE ESTÁ POR TRÁS DESSA DISPUTA? STJ CASSA ABSURDA E SUSPEITÍSSIMA DECISÃO QUE OBRIGA CLIENTE CONTINUAR COM ADVOGADO EM QUEM NÃO MAIS CONFIA...

BRIGA POR PROCESSO
STJ pede que OAB investigue atuação de advogado
Por Pedro Canário

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil vai decidir se abre processo disciplinar contra o advogado Carlos Roberto Siqueira Castro, um de seus 81 conselheiros federais e fundador do segundo maior escritório de advocacia do país. O motivo é a insistência do advogado em continuar patrocinando um bilionário processo, do qual foi destituído por suposta quebra de confiança. Por decisão do Superior Tribunal de Justiça, serão encaminhadas cópias dos autos de uma Reclamação envolvendo a expropriação do terreno do Aeroporto Galeão à OAB e ao Conselho Nacional de Justiça, questionando atuação de um desembargador do Rio de Janeiro.

É mais um capítulo da causa que virou novela, da qual participam a Cia Brazília, empresa de quem o terreno foi expropriado nos anos 1940, e a União, que expropriou o terreno e o devolveu à Aeronáutica. No dia 18 de novembro, a 1ª Seção do STJ decidiu, por unanimidade, encaminhar cópia dos autos do processo à OAB e ao CNJ "para que seja investigada a ocorrência de eventuais irregularidades" no decorrer do caso.

Foram enviados às instituições Embargos de Declaração impetrados por Siqueira Castro contra a decisão da 2ª Turma do STJ que o tirou do posto de advogado e liquidante da Cia Brazília. O relator do caso é o ministro Mauro Campbell. A decisão foi proferida na Reclamação 5.685, interposta pelo atual liquidante da empresa, o advogado Levi Ávila da Fonseca, cujo escritório, hoje, representa a companhia judicialmente. Levi Ávila era liquidante interveniente à época da contratação de Siqueira Castro e firmou a procuração dada ao escritório.

Tanto na Reclamação de Ávila quanto nos Embargos de Siqueira Castro, o Ministério Público Federal opinou em favor da Cia Brazília. A sugestão de enviar cópias dos autos à OAB e ao CNJ foi do Ministério Público Federal. Em parecer enviado ao STJ nas duas ocasiões, o subprocurador-geral da República Geraldo Brindeiro afirma que, "ante a flagrante (e dir-se-ia curiosa) evidência do desrespeito às decisões desta Corte (STJ), é recomendável que se extraiam peças dos autos para instruir ofícios a serem encaminhados para o Conselho Nacional de Justiça e à Ordem dos Advogados do Brasil para que seja investigada a ocorrência de eventuais irregularidades".

A Reclamação da Cia Brazília foi interposta por conta de uma série de fatos "inéditos" no decorrer do processo, conforme consta dos autos. Siqueira Castro assumiu a causa em 2004, quando ela foi retomada, depois de mais de 50 anos de maus resultados — o processo foi levado à Justiça carioca em 1951. A remuneração foi condicionada à vitória. Pela procuração, segundo o que foi alegado ao STJ, Siqueira Castro teria direito "à totalidade da indenização, comprometendo-se a repassar aos acionistas [da Cia Brazília] menos de 2% do valor estimado da condenação, quando e apenas se tivesse êxito".

Depois de seis anos, quando a disputa estava para ser examinada pelo STJ, o advogado foi dispensado pelos acionistas da empresa. A retirada aconteceu no ano passado. Com isso, Siqueira Castro também foi retirado do posto de liquidante. Está nos autos que "diante de inúmeros comportamentos que não condizem com o ofício da advocacia, teria havido quebra de confiança entre a Companhia Brazília e o Dr. Carlos Roberto Siqueira Castro".

Os motivos dessa "quebra de confiança" não foram expostos à reportagem da ConJur. Entretanto, consta dos autos do processo que a empresa sofreu "inúmeras ameaças da parte do ilustre advogado de que ele, com seu prestígio pessoal e valendo-se da condição de Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, iria sempre prejudicar os destinos da causa, na hipótese de seu afastamento ou de revogação do patrocínio". De acordo com as alegações feitas ao STJ, "afirmava o renomado advogado que a redação dele era primorosa e que as cláusulas de irrevogabilidade e irretratabilidade da operação engendrada faziam dele senhor e dono do processo, mormente porquanto suposto detentor de grande prestígio junto a magistrados em diversas instâncias do Poder Judiciário".

Levi Ávila e seu escritório, então, foram contratados. Ávila foi escolhido em assembleia geral o novo liquidante da empresa. Já no comando, suas primeiras ações foram afastar Siqueira Castro do caso e impetrar uma Exceção de Suspeição contra o desembargador Jorge Luiz Habib, do TJ do Rio de Janeiro. Habib, em meados de 2011, concedeu liminar em Agravo de Instrumento, para que Siqueira Castro voltasse ao caso. A decisão veio depois de o advogado já ter sido afastado pelo STJ, quando do julgamento do Recurso Especial que trata da indenização pela expropriação do terreno do Galeão. E também de já ter sido mantido fora do caso pela 44ª Vara Cível da Comarca do Rio de Janeiro.
Por telefone, Levi Ávila afirmou à ConJur que "a Exceção foi arguida porque a decisão [de Habib] foi extremamente teratológica". Nos autos da Reclamação ao STJ, porém, há a descrição de que Habib "se arvorou no direito de ordenar" ao STJ que volte atrás de sua própria decisão. Nos autos da Reclamação 5.685, consta que o desembargador Habib protagonizou uma "muito provavelmente inédita situação" ao desrespeitar o princípio da hierarquia entre tribunais. A liminar emitida pelo desembargador Jorge Habib, segundo a Cia Brazília, "assusta".

Ainda de acordo com os autos do processo, a relação entre Siqueira Castro e Cia Brazília já começou mal. Quando o "eminente advogado" carioca foi contratado, ele elaborou um "leonino e ilegal" documento que lhe dava direitos de representar a empresa perante a Justiça, atuar como seu liquidante (autoridade máxima de uma companhia, quando ela entra em fase de liquidação) e ainda ficar com o dinheiro devido pela expropriação.

A causa, segundo Levi Ávila, gira entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões — e não R$ 17 bilhões, como vinha sendo divulgado. Pela procuração, Siqueira Castro teria direito "à totalidade da indenização, comprometendo-se a repassar aos acionistas [da Cia Brazília] menos de 2% do valor estimado da condenação, quando e apenas se tivesse êxito".

Segundo as alegações de Ávila no processo, por meio desse contrato, Siqueira Castro teria subvertido as relações do processo — deixou de ser o advogado, e passou a ser o "dono" da causa. Preocupados com esse contrato, os acionistas buscaram meios de denunciar a atuação de seu advogado. Finalmente, no ano passado, já com Ávila no comando, a Cia Brazília pediu a troca de seus advogados e a consequente retirada de Siqueira Castro do posto de liquidante.

Vale-tudo
Um mês depois do afastamento, Siqueira Castro contestou novamente a decisão no STJ, com Ação Cautelar. Alegou que a procuração dava-lhe poderes irrevogáveis. O ministro Mauro Campbell, relator do Recurso Especial que trata do caso Galeão, rejeitou o pedido. Decidiu monocraticamente que não havia Recurso Especial específico sobre o assunto e, portanto, o STJ não tinha competência para julgar a cautelar.

Ao mesmo tempo, Siqueira Castro pediu, nos autos principais do processo, para ser mantido como advogado da Cia Brazília. Campbell, mais uma vez, negou. Disse que o contrato em questão pode ser revogado por qualquer uma das partes, pois está baseado na confiança. "Tem o mandante a faculdade de revogá-lo unilateralmente a qualquer tempo, a despeito da cláusula de irrevogabilidade", decidiu monocraticamente. Castro não agravou, para que a 2ª Turma se pronunciasse, e o caso transitou em julgado.

Mas o advogado não se deu por vencido. Entrou com Agravo Regimental no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, onde está sediada a empresa, para tentar reassumir a função. Lá, alegou que a decisão de tirá-lo do processo foi "de má-fé". Afirmou também que, como o contrato cedia-lhe 100% dos créditos da causa, ele seria o maior interessado em dar andamento ao processo — e não em deixar os autos dormitando em seu escritório, como alegou a empresa. Para Siqueira Castro, "são evidentes os danos que a Agravante [o escritório de Siqueira Castro] poderá sofrer", caso não pudesse voltar ao caso. O desembargador Jorge Luiz Habib concedeu a liminar.

Por conta desse episódio, Levi Ávila entrou com uma Exceção de Suspeição contra o desembargador Habib. O caso está em segredo de Justiça na Órgão Especial do TJ do Rio, sob o número 0020602-27.2011.8.19.0000. Também contra a decisão, Levi Ávila entrou com uma Reclamação, de número 5.685, no STJ, concedida pela 2ª Turma.

Os ministros da Turma decidiram, além de manter Siqueira Castro fora do caso, enviar peças do processo para apreciação da OAB. Os ministros estranham a atuação do advogado, tido como experiente e respeitado, no caso. Siqueira Castro embargou a decisão da Turma e a levou à 1ª Seção. Sem sucesso. Os ministros Mauro Campbell (relator), Benedito Gonçalves, Cesar Asfor Rocha, Teori Zavascki, Arnaldo Esteves Lima, Humberto Martins, Herman Benjamin e Napoleão Nunes Maia Filho julgaram que a OAB precisa se pronunciar sobre a atuação de seu conselheiro federal. Reservadamente, ministros avaliam que o advogado passou dos limites.

Mas o caso ainda não chegou ao conhecimento do Conselho Federal da OAB, segundo seu presidente, Ophir Cavalcante. "O que posso dizer é que quando [o processo] chegar aqui, será instalado o devido processo legal para apurar o possível desvio ético na atuação do profissional", adiantou.

Procurado, o advogado e conselheiro federal da OAB Carlos Roberto Siqueira Castro não se pronunciou até o fechamento desta reportagem. Sua assessoria de imprensa, no entanto, classificou as alegações da empresa no processo de "absurdas". Disse também ser "normal" o encaminhamento de cópias de autos à OAB "sempre que há um apontamento de irregularidade".

REsp 894.911
Reclamação 5.685
Agravo de Instrumento 0012835-35.2011.8.19.0000 (TJ-RJ)
Ação Ordinária 00.0300742-1 (TJ-RJ)

domingo, 11 de dezembro de 2011


A criação de uma nova bateria chamada de “One=Two” pretende extrair a última gota de energia contida na pilha. É o que garante os seus criadores, os designers Huang Kun, Meng Xun, He Ting e Liu Yuan.
A ideia foi divulgada no site Yanko Design e traz uma nova concepção de baterias. Com design que empresta a forma e a função de uma mola mecânica, seu volume pode ser comprimido quando o nível de carga abaixar.
A invenção funciona de forma simples. Quando a bateria gastar toda energia a ponto de não ser mais capaz de alimentar algum dispositivo eletrônico, ela será colocada em um compartimento que irá pressioná-la até que toda carga “escondida” seja utilizada. Duas baterias poderão ser usadas como uma, o que permitirá uma utilização mais completa da energia restante nas duas baterias.
Para criar as baterias os designers utilizaram o processo semelhante ao de espremer laranjas no intuito de obter todo o suco da fruta. A partir desse conceito, o novo produto visa extrair a energia que ainda fica armazenada nas baterias, o que irá obter total aproveitamento e evitar maiores desperdícios.
Apesar da nova proposta, o site Yanko Design questiona se vale à pena produzir essas pilhas descartáveis em prol de um tempo maior de carga.
A invenção foi uma das vencedoras em 2011 do prêmio “Red Dot Award” no conceito de design.
Via

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Uma empresa de aviação do Alasca, a Alaska Air Group, está entrando no movimento pelo biocombustível em aviões. Dois voos já foram feitos usando uma mistura de 20% de biocombustível com 80% de combustível baseado em petróleo. Para compor a porcentagem sustentável, foi usado óleo de cozinha criado por uma empresa norteamericana.
Os dois aviões, um voou de Seattle até Washington e outro de Seattle até Portland, fazem parte de um projeto que pretende colocar mais 73 aviões voando com a mistura de biocombustível. As 75 rotas vão reduzir a emissão em 10% o que não parece muito, mas, em um ano, acaba resultando em uma redução equivalente a retirar 64 mil carros das estradas, de acordo com as estimativas da empresa aérea.
A companhia do Alasca não foi pioneira nos Estados Unidos, que recentemente teve a Continental Airlines usar biocombustível baseado em algas para um voo comercial regular. Neste voo, a combinação foi de 40% alga, 60% petróleo. As linhas norteamericanas seguem uma tendência ambientalista global que começou em 2008, com a Virgin Atlantic fazendo experimentos limitados no trajeto Londres – Amsterdam.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Presidente do TJ suspende decisão de juiz que permitia construção em área do Cocó

09.11.201110:00



O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Arizio Lopes, acaba de suspender a decisão do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Francisco das Chagas Barreto Alves, que permitira construção em terreno situado no Parque do Cocó, mais precisamente em Área de Relevante Inrtresse Ecológico (ARIE).

Ele atendeu a um recurso da Procuradoria Geral do Município (PGM). Com isso, fica suspensa a medida tomada pelo juiz até o trânsito em julgado da decisão.
Segundo a PGM,em um primeiro momento, a decisão de liberar a área para construções contraria a lei municipal 9.502/2009, de autoria do vereador João Alfredo (PSOL), que há pouco mais de dois anos criou a Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) nas Dunas do Cocó. A lei proíbe construções, interferências e intervenções que modifiquem o meio ambiente.

O despacho do juiz atendeu a uma ação civil pública da Associação Cearense dos Empresários da Construção e Loteadores (Acecol), solicitando que a prefeitura acatasse o traçado urbanístico relativo ao loteamento Jardim Fortaleza. Para o juiz, a lei municipal “é inconstitucional”.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

SOLUÇÕES AMBIENTAIS INTELIGENTES...


E bota plástico nisso: 50 toneladas foram usadas. Tudo veio de garrafas e embalagens de sanduíches que foram misturadas para criar uma ponte de 27 metros sobre o rio Tweed, em Peebleshire, na Escócia.
Os responsáveis pela obra foram o escritório Vertech e as Universidades de Rutgers (EUA) e de Cardiff (Inglaterra). A construção e instalação da ponte demorou apenas duas semanas. Isso mesmo, foram 14 dias para montar e instalar a ponte.
Para ficar ainda melhor a ponte tem alguns truques bons para quem vai ficar tão perto d’água: ela não enferruja (claro, é de plástico!) e não precisa de pintura. Se um dia ela não precisar mais ficar por lá, pode ser reciclada novamente. Fica a pergunta: quando todas as pontes serão assim?
Fonte: www.eco4planet.com

terça-feira, 25 de outubro de 2011

QUENGA DE COCO PARA PURIFICAR ÁGUA.

Se um estudo da Universidade Federal do Espírito Santo der certo, você terá mais um bom motivo para saborear a água de coco, tão popular no Brasil especialmente em praias e parques. A pesquisa, coordenada pelo professor Joselito Nardy Ribeiro, usa a casca da fruta em estações de tratamento d’água. E, até aqui, tudo está indo muito bem.

A casca do coco não tem uma reciclagem fácil é costuma ser descartada pelos cantos de locais públicos, fazendo uma bela sujeira. Daí veio a ideia da equipe da Ufes: Utilizar o mesocarpo do coco (a parte carnuda de dentro do fruto, que pouca gente consome depois de tomar o líquido) para retirar fármacos, corantes, pesticidas e até metais da água.

A pesquisa identificou ainda que o bagaço da cana de açúcar também tem capacidade de filtrar, mas seu uso tem sido cada vez mais constante na geração de energia elétrica dentro das próprias usinas.

Cocos de praias capixabas estão sendo recolhidos graças ao apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Espírito Santo e serão usados como filtros após um processo de descontaminação e trituração.

A técnica é promissora apresentando custos menores que o método de filtragem atual através do carvão ativado.
Fonte: www.eco4planet.com

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

É UM PRÉDIO OU SERIA UMA FLORESTA? NATUREZA NA CONSTRUÇÃO E CONSTRUÇÃO NA NATUREZA.


Duas torres verdes estão sendo construídas em Milão, Itália. O Bosco Verticale (floresta vertical, em português) é um projeto de reflorestamento metropolitano com a finalidade de contribuir com o desenvolvimento da biodiversidade no ambiente urbano.
A utilização de áreas verticais é uma forma de inserir espaços verdes na área urbana sem que seja preciso expandir o território da cidade. O modelo em construção na Itália opera de acordo com as políticas de reflorestamento das fronteiras urbanas do país. São duas torres residenciais de 110 e 70 metros de altura que hospedarão cerca de 900 árvores, além de uma variedade de arbustos e plantas florais. Em um terreno plano, a área verde das torres seria equivalente a 10.000 m² de floresta.
A diversidade vegetal produz umidade, absorve o CO2, protege o ambiente do Sol e da poluição sonora. Segundo o projeto, que começou a ser desenvolvido em 2007 e está na etapa de construção, as plantas serão regadas com água filtrada e reutilizada do próprio prédio. Sistemas de energia eólica e solar vão colaborar com a autossuficiência energética das duas torres.

Fonte: www.eco4planet.com

sábado, 1 de outubro de 2011

MAIS UM VEXAME DA GRANDE MÍDIA NACIONAL.


Lula em Paris: a Casa Grande não o perdoa!



    Escravocratas contra Lula







    A Casa Grande persegue o Lula até na Sciences Po (Cicero Dias para Gilberto Freyre)
                   
    A história completa do vexame que a imprensa nativa sabuja deu estes dias, inconformada por Lula ter sido o         primeiro latino-americano a receber este título, que só foi outorgado a 16 personalidades mundiais em 140 anos de história da instituição, foi contada por um jornalista argentino, Martin Granovsky, no jornal Página 12.


    Por Martín Granovsky, no Página 12, sugerido pelo Igor Fellipe


    Podem pronunciar “sians po”. É, mais ou menos, a fonética de ciências políticas. Basta dizer Sciences Po para aludir ao encaixe perfeito de duas estruturas, a Fundação Nacional de Ciências Políticas da França e o Instituto de Estudos Políticos de Paris.


    Não é difícil pronunciar Sians Po. O difícil é entender, a esta altura do século 21, como as ideias escravocratas continuam permeando a gente das elites sul-americanas.


    Hoje à tarde, Ruchard Descoings, diretor do Sciences Po, entregará pela primeira vez o doutorado Honoris Causa a um latino-americano: o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio “Lula” da Silva. Falará Descoings e falará Lula, claro.


    Para bem explicar sua iniciativa, o diretor convocou uma reunião em seu escritório da rua Saint Guillaume, muito perto da igreja de Saint Germain des Pres, em um prédio de onde se pode ver as árvores com suas folhas amareladas. Enfiar-se na cozinha é sempre interessante. Se alguém passa por Paris para participar de duas atividades acadêmicas, uma sobre a situação política argentina e outra sobre as relações entre Argentina e Brasil, não fica mal entrar na cozinha do Sciences Po.


    Pareceu o mesmo à historiadora Diana Quattrocchi Woisson, que dirige em Paris o Observatório sobre a Argentina Contemporânea, é diretora do Instituto das Américas e teve a ideia de organizar as duas atividades acadêmicas sobre Argentina e Brasil, das quais também participou o economista e historiador Mario Rapoport, um dos fundadores do Plano Fenix faz 10 anos.


    Naturalmente, para escutar Descoings foram chamados vários colegas brasileiros. O professor Descoings quis ser amável e didático. O Sciences Po tem uma cátedra sobre o Mercosul, os estudantes brasileiros vem cada vez mais à França, Lula não saiu da elite tradicional do Brasil, mas chegou ao nível máximo de responsabilidade e aplicou planos de alta eficiência social.


    Um dos colegas perguntou se era o caso de se premiar a quem se orgulhava de nunca ter lido um livro. O professor manteve sua calma e deu um olhar de assombrado. Quiçá sabia que esta declaração de Lula não consta em atas, embora seja certo que Lula não tem um título universitário. Também é certo que quando assumiu a presidência, em primeiro de janeiro de 2003, levantou o diploma que é dado aos presidentes do Brasil e disse: “Uma pena que minha mãe morreu. Ela sempre quis que eu tivesse um diploma e nunca imaginou que o primeiro seria de presidente da República”. E chorou.


    “Por que premiam a um presidente que tolerou a corrupção?”, foi a pergunta seguinte.


    O professor sorriu e disse: “Veja, Sciences Po não é a Igreja Católica. Não entra em análises morais, nem tira conclusões apressadas. Deixa para o julgamento da História este assunto e outros muito importantes, como a eletrificação das favelas em todo o Brasil e as políticas sociais”. E acrescentou, citando o Le Monde: “Que país pode medir moralmente a outro, nos dias de hoje? Se não queremos falar sobre estes dias, recordemos como um alto funcionário de outro país renunciou por ter plagiado a tese de doutorado de um estudante”. Falava de Karl-Theodor zu

    quarta-feira, 28 de setembro de 2011

    VEGETARIANISMO E SENSUALIDADE...

    A organização Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, mais conhecida como PETA, sabe como explorar a sexualidade em favor do vegetarianismo, embora as vezes pareça sair da linha.
    Todo ano a ONG divulga os “vegetarianos mais sexy do planeta” e agora você confere os vencedores de 2011.
    A loira que aparece na foto de entrada é a britânica Sophie Barrett, de 21 anos, que é vegetariana desde os 7 anos de idade. Já o rapaz que aparece aí em baixo é o búlgaro Hristo Hristov, 27 anos, vegetariano desde 2002.

    Não sabemos se essas listas aumentam o número de vegetarianos, mas ao menos acaba com aquele argumento tolo de que “pessoas que só comem vegetais não tem saúde” e et

    sábado, 24 de setembro de 2011

    II Seminário Internacional Sobre Planejamento Urbano e Serviços Ambientais

    Estocolmo

    O II Seminário Internacional de Serviços Ambientais e Planejamento Urbano, que se dará nos dias 10, 11 e 12 de outubro, em Fortaleza, Ceará, é uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano em parceria com o Programa de Pós-Graduação de Geógrafia da Universidade Estadual do Ceará, juntamente com a Prefeitura de Estocolmo e a Consultoria U&W [you&we]/ Suécia.

    Fortaleza

    APRESENTAÇÃO:
    A cidade de Fortaleza é o espelho da vida econômica, social, política e cultural da população que a habita. Fortaleza conta com uma população de 2.458.545 pessoas, segundo estimativa do IBGE para 2007, em uma área territorial de 313,8 Km2 e com densidade populacional em torno de 6.818 habitantes por km2.
    Diante do crescimento de sua população, da expansão da cidade e das implicações vinculadas a este fenômeno, a cobertura vegetal na cidade vem diminuindo progressivamente. Fortaleza possui cada vez menos áreas verdes. Em 1968, o percentual de cobertura verde era de 65,79%; atualmente, restam 7,06%, conforme dados apontados pelo Inventário Ambiental de Fortaleza, realizado em 2002 e 2003, pela Prefeitura da cidade, em conjunto com uma equipe multidisciplinar. Fortaleza tem hoje uma média de 4m2 de área verde por habitante — um terço do mínimo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 12 m2.
    Neste contexto, a metrópole enfrenta hoje um cenário bastante próximo ao limite de sua sustentabilidade tendo em vista a magnitude dos problemas ambientais e sociais incidentes em seus territórios. Preocupada com aspectos ambientais da cidade de Fortaleza, a  Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano – SEMAM em parceria com o Prefeitura de Estocolmo e a Consultoria U&W [you&we]/ Suécia,  assume o desafio de construir um modelo sustentável de sociedade e de vida urbana, direcionando sua atuação sob a ótica do conceito de serviços ambientais.
    O tema Serviços Ambientais será debatido no II Seminário Internacional de Planejamento Urbano e Serviços Ambientais. Consideram-se serviços ambientais os benefícios obtidos a partir do funcionamento dos ecossistemas, tais como a formação do solo, a regulação climática, a produção de oxigênio, o fornecimento de alimentos e a proteção dos recursos hídricos. Para que esses serviços permaneçam em equilíbrio, é de extrema importância que haja a redução dos impactos ambientais causados pelo ser humano.
    Outro enfoque que será dado ao debate trata dos impactos da construção civil na biodiversidade urbana na Região Metropolitana de Fortaleza e às alternativas sustentáveis para esta atividade econômica, além dos grandes projetos de infra-estrutura urbana: estradas, metrôs e saneamento básico e habitação.

     OBJETIVO:
    Identificar e avaliar conceitos e indicadores dos serviços ambientais proporcionados pelos ecossistemas na cidade de Fortaleza e Regiões Metropolitanas, com os diferentes atores da sociedade, tais como empresários, setor público, agentes financeiros, pesquisadores, consultores e sociedade civil, bem como o debate de temas como desenvolvimento econômico, agricultura, negócios e a biodiversidade urbana  em alusão aos serviços ambientais.

    METODOLOGIA:
    O seminário terá inscrições gratuitas e pretende receber  350 pessoas. Será organizado em forma de palestras com possibilidade dos participantes fazerem rápidas perguntas aos palestrantes ao final de cada apresentação.
                    A metodologia do seminário fundamenta-se nos princípios da ação e reflexão, através do dialogo e da construção coletiva do conhecimento. A apresentação discussão e sistematização dos temas abordados se processarão por meio de palestras, mesas- redondas, relatos de experiências, debates e visita de campo.
    O evento contará com a participação de palestrantes e convidados da universidade de Estocolmo (professores e pesquisadores) e da Prefeitura Municipal de Estocolmo – Suécia.
    A inscrição poderá ser realizada via email através dos endereços cpa.semam@gmail.com ou cepemaproducao@gmail.com. A ficha de inscrição estará disponível na pagina do site da Secretaria Municipal de Meio Ambienta – SEMAM  no endereço:  www.semam.fortaleza.gov.br.  

    PROGRAMAÇÃO:

    quarta-feira, 21 de setembro de 2011

    BORÄS, CIDADE MODELO DE SUSTENTABILIDADE.

    INTERCÂMBIO INTERNACIONAL SUÉCIA – CEARÁ / CIDADE DE BORÅS -FORTALEZA.

    Coleta seletiva e reciclagem de resíduos sólidos e produção de energia.

    O intercâmbio será realizado nos dias 28, 29 e 30 de Setembro de 2011


    Informações:
      
    Intercâmbio Sobre Resíduos Sólidos, Coleta Seletiva e Produção de Energia
    O Intercâmbio Sobre Resíduos Sólidos, Coleta Seletiva e Produção de Energia, que se dará nos dias 28, 29 e 30 de setembro e 01 de outubro de 2011, em Fortaleza, Ceará e na cidade de Sobral, é uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Fortaleza, através da Secretaria de Meio Ambiente em parceria com a Prefeitura de Borås e Universidade de Borås – Suécia.
    1.           Apresentação:
    A cidade de Fortaleza se apresenta como uma das capitais com os maiores índices de geração de resíduos sólidos do país. A quantidade de resíduos gerada em Fortaleza representa  

    terça-feira, 20 de setembro de 2011

    Ninguém derruba a casa do português

    O Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Histórico-Cultural aprovou o tombamento definitivo do extravagante imóvel do bairro Damas
    20.09.2011| 01:30
    O tombamento agora depende do parecer jurídico da Secretaria de Cultura de Fortaleza e da assinatura da prefeita Luizianne Lins (FOTO GABRIEL GONÇALVES) O tombamento agora depende do parecer jurídico da Secretaria de Cultura de Fortaleza e da assinatura da prefeita Luizianne Lins (FOTO GABRIEL GONÇALVES)
    Protegida contra intervenções que desfigurassem sua estrutura original desde 2006, quando o processo de tombamento foi aberto pela então Fundação de Cultura, Esporte e Turismo (Funcet), a Casa do Português, localizada na avenida João Pessoa, está prestes a ter seu tombamento definitivo oficializado. A aprovação por unanimidade do parecer favorável do arquiteto Romeu Duarte e da historiadora Ivone Cordeiro em reunião do Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Histórico-Cultural (Comphic) foi o passo decisivo para a conclusão do processo. A decisão agora depende apenas do parecer do setor jurídico da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), que analisa o pedido de impugnação do processo de tombamento formalizado pelo atual proprietário. “Eu acredito que eles não levem isso à frente, porque já foi decidido pelo conselho”, afirma Clélia Monasterio, coordenadora de Patrimônio Histórico e Cultural da Secultfor. Após o parecer jurídico, o relatório do conselho deve ser encaminhado para assinatura da prefeita Luizianne Lins e registrado no Livro do Tombo, que já possui outras 31 edificações.
    O prédio “pitoresco”, como foi muitas vezes adjetivado ao longo de seus mais de 60 anos de existência, teve sua preservação argumentada por ser uma referência da cidade, marco simbólico, arquitetônico e afetivo de Fortaleza. De acordo com o parecer, “o prédio notabilizou-se, desde a sua inauguração, por seu aspecto insólito e exagerado, espécime arquitetônico pitoresco em meio a uma Fortaleza constituída por uma arquitetura de escala comportada”.
    Arquitetura kitsch

    “A arquitetura da Casa do Português baseia-se no universo “kitsch”, como expressão material e cultural de uma classe social emergente, recém enriquecida e ávida por ostentação. Suas linhas evocam a força das estruturas de concreto, o romântico do ‘mission style’ californiano das arcadas e o idílico das longas pontes e passarelas, algo muito distante da arquitetura elaborada pelos pioneiros modernistas cearenses de então”, explica Romeu Duarte, professor de Arquitetura da UFC.


    O tombamento da casa representa para Romeu a prova de que a ideia de “patrimônio cultural” está experimentando uma intensa expansão de seus critérios e público. “Há bem pouco tempo, a Casa do Português era motivo de riso por parte da ‘intelligentzia’ fortalezense, notadamente o segmento de arquitetura e urbanismo, quando esta passava pela Av. João Pessoa. Hoje é bem tombado pelo Município”, compara.
    A casa de três andares (com 11 quartos e três banheiros apenas no primeiro deles), com uma rampa para automóveis que circunda sua robusta estrutura em concreto armado, chamou a atenção da população fortalezense desde sua inauguração em 1950. Comentava-se sobre a imensidão da casa construída pelo fazendeiro e comerciante português José Maria Cardoso para abrigar sua pequena família, composta apenas de esposa e filho único – não por acaso ele deu o nome de Vila Santo Antonio ao imóvel. Mas o que principalmente provocava o burburinho era a arquitetura inusitada para a época, que a fez figurar em cartões postais da cidade na década de 1960 e se transformar numa referência arquitetônica de Fortaleza.Depois de servir de morada por alguns anos para a família de José Maria, o imóvel foi sede da Empresa de Assistência Técnica de Extensão Rural do Ceará (Ematerce) de 1965 a 1984, abrigou uma oficina mecânica, funcionou como cortiço, entre outros usos (ver coordenada), e figurou nas páginas dos jornais com notícias como a prisão de assaltantes e um suicídio. Hoje a estrutura do prédio aparenta abandono, apesar de abrigar algumas famílias, que vivem no lugar com autorização do proprietário.
    DETALHES DA CASA
     

    Famílias ocupam imóvel
    1) A casa é ocupada por famílias com a autorização do proprietário 2) A intenção do dono é transformar o local em shopping do tipo outlet 3) O imóvel aparenta abandono
    Pedro Rocha
    pedrorocha@opovo.com.br